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Blog do Maia

16/11/2011

Ouça o novo single dos Rolling Stones: No Spare Parts!

 
 

Ouça o novo single dos Rolling Stones: No Spare Parts!

 

 

No Spare Parts será lançado em vinil durante o “Record Store Day”, que acontece no dia 25 de novembro. No lado B vem a faixa: Before They Make Me Run. A música faz parte da versão de luxo e comemorativa do disco Some Girls que sai no próximo dia 21 de novembro.

Confira aqui:

 

Por Roberto Maia às 16h17

25/10/2011

Johnny Winter volta ao disco com convidados e homenageando seus mestres; ouça!

 
 

Johnny Winter volta ao disco com convidados e homenageando seus mestres; ouça!

 

O lendário guitarrista texano, Johnny Winter acaba de lançar seu novo disco denominado 'Roots', sua volta aos estúdios depois de sete anos. Como o próprio nome deixa claro, o álbum homenageia as raízes do músico onde ele regrava seus ídolos. Sendo o próprio Winter um ícone da guitarra o disco se transforma em algo metalinguístico, e o que poderia ser uma ideia banal se torna um documento emocionante, principalmente pela delicada saúde de Johnny, que alem das próprias limitações físicas de ser albino, ainda levou uma vida onde o abuso de álcool e drogas foram constantes. Mas como pode se ver em sua primeira visita ao Brasil, no ano passado, ele optou agora por uma sobre vida e tem se mantido bem ativo e na mediada do possível saudável.

Apesar de atualmente só tocar sentado e sua voz ter perdido boa parte da potência, ver e ouvi-lo ainda vale a pena, e muito!

Com uma pequena ajuda dos amigos!

“Roots” esta recheado de grandes participações que incluem entre outros: Sonny Landreth, Vince Gill, Warren Haynes, John Popper, Jimmy Vivino, Derek Trucks, Susan Tedeschi, John Medeski e o seu irmão Edgar Winter. Produzido por Paul Nelson, guitarrista que tem ajudado Winter nos últimos anos e é uma espécie de maestro de sua banda, o álbum traz 11 clássicos de nomes como Robert Johnson, Muddy Waters, Elmore James e Jimmy Reed.

Engana-se que pensa que o disco poderia ter aquele clima de: ”... vamos ajudar um grande veterano do passado, ele merece...”, Winter que já tem mais 30 discos na carreira, conseguiu se renovar e por todo tempo é a estrela do disco que soa moderno e original.

Todos os críticos que já apreciaram o disco já são unanimes em dizer que “Roots” está entre os melhores discos do ano, em termos de blues e de guitarra; eu diria mais: este disco vai ficar na história!

Johnny Winter - Roots

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Ouça uma seleção das musicas presentes no disco: • T-Bone Shuffle • Further On Up The Road • Done Somebody Wrong • Got My Mojo Workin’ • Last Night • Maybellene • Dust My Broom

Por Roberto Maia às 15h08

23/10/2011

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 
 

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Conhecido por participar do grupo “House of Pain”, que uniu o rap ao rock, Everlast (na verdade, Erik Schrody) se reinventou em 1998 com o seu disco best-seller “Whitey Ford Sings the Blues”; uma proposição de fazer hip-hop moderno com uma pegada acústica nos moldes de artistas como o badalado Beck. Everlast surgiu pela primeira vez em Los Angeles como um membro do Ice-T's Rhyme Syndicate Cartel, lançando o primeiro álbum solo, Forever Everlasting, em 1990. Com o insucesso deste álbum, ele formou o House of Pain com Danny Boy e DJ Lethal; o trio conseguiu superar os estereótipos dos rappers brancos e fez um enorme sucesso com seu single "Jump Around". Seu autointitulado álbum de estreia também foi super aclamado, mas apesar disso, os dois discos seguintes não conseguiram emplacar e o grupo se desfez por volta de 1997. Agora, desde 2008 sem lançar nada de novo, ele volta com o sexto disco de sua carreira solo.

Everlast –Songs of The Ungrateful Living


Ouça: • Long at All • Gone For Good • I get By

 

 


Peter Gabriel se tornou um dos mais respeitados músicos de vanguarda pop do mundo por apresentar um trabalho inovador que reuniu sua capacidade performática, sua habilidade multimídia e sua militância em prol de causas humanitárias refletidas pelo seu fascínio pela “world music”. Como um apaixonado por novas tecnologias, ele ainda faz experimentações não só na sua “mensagem” musical, mas no “meio” que irá conduzi-la! Seu novo disco, New Blood, é a continuação natural de seu disco anterior “Scratch My Back”, um disco no qual recriou canções de outros músicos com delicados e sofisticados arranjos de orquestra. Para isso, reuniu-se novamente com seu parceiro arranjador John Metcalf e desta vez, recriou suas próprias composições. O resultado empolga e muito. Ainda, para a alegria dos fãs, existe uma versão do disco “New Blood” que além da seleção de músicas cantadas por Gabriel, traz um CD extra somente com versões instrumentais de suas criações.

Peter Gabriel –New Blood


Ouça:• The Rythm Of The Heat • In Your Eyes • Solsbury Hill

 

 


Apesar de ser uma banda que surgiu em Seattle na época da explosão Grunge e também pertencer no seu início ao selo Sub Pop, The Walkabouts pode ser tudo menos um grupo com sonoridade da era grunge! Suas sonoridades vão fundo na música de raiz, complementada pela energia do rock. O grupo foi formado em 1984 por Chris Eckman e seus irmãos Curt e Grant, reforçados pela cantora folk Carla Torgerson, pelo baixista Michael Wells, o baterista Terri Moeller e o multi instrumentista Glenn Slater. Desde então, continua na ativa, fiel às próprias ideologias e construindo uma sólida base de fãs na Europa. Wells deixou a banda em 1996 e foi substituído por Baker Saunders. Hoje, com mais de 15 discos gravados, chega às lojas com o delicado projeto “Travels in the Dustland”, que através de um mergulho visual e sensorial no mundo isolado, traz um conceito bem mais amplo do que ser apenas uma reunião de músicas.

The Walkabouts –Travels in the Dustland


Ouça: • My Diviner • The dustland • Soul Thief

 

 


O cantor compositor e multi instrumentista nova-iorquino Win Peter Winters, até agora desconhecido do grande público, passou três anos elaborando este seu disco de estreia. Apresentando seu chamado “folk sinfônico”, ele tocou uma série de instrumentos de corda, compôs de forma épica e poética e fez arranjos extremamente sofisticados. Considerado uma das boas surpresas do ano, sua agenda agora está lotada de curiosos para ver e ouvir sua audaciosa proposta.

Win Peter Winters – Win Peter Winters


Ouça:• Sparks In The Sky • Demons • Dream

 

 


Uma vez um jornalista afirmou que “poucos artistas melhoram com a idade, mas no caso de Nick Lowe isto é uma verdade absoluta; parece que ele melhora a cada disco...”. Nome histórico do rock britânico, ao vê-lo no palco hoje com um domínio total dos elementos da raiz musical pop, como o folk, fica difícil pensar que foi um músico que influenciou totalmente o surgimento do punk inglês. Além de ser um nome seminal do estilo “pub rock” responsável por trazer a pureza ao rock, ele foi o produtor de um dos selos mais importantes do mundo pop, o “STIFF”, que produziu nomes como The Damned, Elvis Costello e The Pretenders. Sua extensa carreira solo começou em 1978, com o consagrado disco “Jesus Of Cool”, considerado obra-prima e já eleito discoteca básica por diversas publicações. Agora, volta com o 15º disco de sua carreira.

Nick Lowe –The Old Magic


Ouça:• Spotlight Roses • Checkout Time • House For Sale

 

 

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Por Roberto Maia às 12h06

14/10/2011

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 
 

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Diretamente da Islândia, o inesperado celeiro de excelentes bandas, o “Of Monsters and Men” venceu em 2010 o prêmio “Músiktilraunir” em seu país e isso deu força extra para que o salto internacional acontecesse. Quanto ao nome do grupo, ele reflete muito das letras que geralmente descrevem histórias de todos os tipos de monstros, tanto de ficção quanto os humanos. O som basicamente é um “world folk” com a maioria dos instrumentos acústicos incluindo de forma sofisticada, o hoje valorizado, acordeão. Depois de uma exaustiva turnê pela Islândia que incluiu uma escapada para a Europa, o grupo acaba de lançar o seu primeiro CD, “My Head Is An Animal”, que inclui o hit internêtico “Little Talks”.

Of Monsters and Men –My Head Is An Animal


Ouça: • Little Talks • Six Weeks • Your Bones

 

 

 


 

Crooked Fingers é o projeto solo do cantor e guitarrista Eric Bachmann, conhecido pela sua longa carreira ao lado do respeitadíssimo grupo alternativo Archers of Loaf, criado em 1991. No começo de 2000, Bachmann criou Crooked Fingers que estreou na época com um CD homônimo. De lá para uma série de elogiados lançamentos fez esse projeto vingar e neste ano, Eric realizou vários shows junto ao seu velho grupo Archers of Loaf; isto deu mais inspiração para lançar mais um trabalho do seu projeto Crooked Fingers, Breaks in the Armor, editado pelo consagrado selo indie Merge Records.

Crooked Fingers – Breaks in the Armor


Ouça:• Typhoon • Bad Blood • War Horses

 

 

 


 

Vindo da sossegada Jacksonville Beach, na Flórida, Ben Cooper, mais conhecido por participar do duo experimental Electric President, dá vazão ao seu lado acústico, bucólico e das memórias pessoais com o seu projeto solo “Radical Face”. O primeiro disco deste projeto foi Ghost, em 2007. Agora, depois de outros dois EPs lançados em 2010, chega com o novo CD.

Radical Face – The Family Tree The Roots 


OUça: • The Moon is Down • Always Gold • Mountains

 

 

 


 

Apontado como o novo fenômeno da música texana, o guitarrista Gary Clark já tem a benção e a maldição da comparação com nomes como Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan. Seu estilo faz um mix bem temperado e contemporâneo que consegue unir a pureza do blues ao soul e hip-hop. Nascido e criado na super musical cidade de Austin, Clark começou na guitarra aos 12 anos, trocando as descobertas da adolescência pelas descobertas musicais. Não demorou a encontrar o mecenas local, Clifford Antone, promoter e dono do famoso bar Antone’s, o verdadeiro ninho das cobras musicais da cidade e parada obrigatória dos grandes músicos de todo o mundo. Todos são unanimes em afirmar que Gary ainda não conseguiu colocar em disco a explosão que acontece em suas apresentações ao vivo; cedo para estas cobranças. Apesar de ter lançado seu primeiro trabalho independente em 2005 e outros EPs, só agora, este trabalho vem cercado da boa produção necessária. O EP que você ouve aqui antecipa seu disco que deverá consagrar de forma definitiva este músico que não só toca, mas canta e compõe com a mesma classe. E vale ainda lembrar que foi ele que abriu a tour de Eric Clapton aqui no Brasil e ainda duelou com o mestre em “Crossroads”, um aperitivo que poucos souberam apreciar.

Gary Clark Jr. - The Bright Light EP


Ouça: • Don't Owe You A Thang • Things Are Changin' (Live) • When My Train Pulls In (Live)

 

 

 


 

Compositor, multi instrumentista, produtor eclético, Mayer Hawthorne encarna o conceito da arte multimídia destes dias. Já chamou atenção ao participar dos grupos “Athletic Mic League” e “Now On”. Seu verdadeiro nome é Andrew Cohen e por causa de sua adoração pela soul music começou a gravar este estilo como um canastrão apaixonado, mas nunca pensou que este seu lado fosse além do seu círculo de amigos. O personagem Mayer Hawthorne assumiu vida própria e foi parar nas mãos de Peanut Butter Wolf, dono do selo Stones Throw, que pensou se tratar de edições obscuras da soul music do final dos anos 60 /70, algo comum no mercado musical americano. Isto foi suficiente para esse trabalho, no qual fazia todos os instrumentos virarem um “must”. Certos aspectos chegam a lembrar o excelente trabalho da dupla “Hall & Oates”, uma pérola pop perdida, que apesar do sucesso comercial desde os anos 70, nunca teve um reconhecimento crítico, mas os tempos mudaram. A estreia de Mayer em disco foi em 2009 com “A Strange Arrangement”, álbum que fez furor; agora, “How Do You Do” traz o grande desafio do segundo disco. Outro detalhe interessante foi sua passagem pelo Brasil neste ano, no festival Summer Soul, onde poucos sabiam de sua carreira e do seu potencial, mas quem viu, viu!

Mayer Hawthorne - How Do You Do


Ouça: • Can´t Stop • The Walk • You Called Me


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Por Roberto Maia às 01h23

07/10/2011

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 
 

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"O que eu sempre quis fazer era reconectar a musicologia com a natureza”, contou Björk ao New York Times. Há muito uma musa do pop inteligente, esta brilhante islandesa ainda afirmou que: "Eu sempre quis fazer linhas de baixo se comportar como a gravidade”. Seu novo disco, Biophilia vem para traduzir estes conceitos, sendo já apontando como seu trabalho mais sofisticado ao longo dos seus 20 anos de carreira, sempre marcados por inovações e evoluções. Este novo disco celebra o amor pelas coisas vivas e faz a conexão mágica entre natureza, música e tecnologia. Além da música em si, este projeto irá oferecer um aplicativo interativo para iPad, permitindo aos ouvintes explorar mais profundamente os conceitos e os sons de cada uma das 13 canções do disco. O alcance artístico e tecnológico do Biophilia chega a ser algo visionário. Jon Pareles crítico do New York Times descreveu como: "Biophilia é um paradigma possível para o álbum do século 21, aquele que une a interatividade da Internet, permite e flexibiliza a união de áudio e vídeo, está muito além da simples audição de apertar o play”. O design de aplicativos, Scott Snibbe completa e define sua participação no projeto dizendo: "Para mim, parece como o nascimento da ópera ou o nascimento do cinema”. Desta forma Biophilia é mais que um disco é uma experimentação sensorial, interaja!

Björk – Biophilia


Ouça: • Cosmogony • Virus • Sacrifice

 

 


Criando seu próprio selo: PAX-AM, o músico americano Ryan Adams lança seu primeiro trabalho por meio desta sua nova investida. Este disco foi gravado em Los Angeles no Sunset Sound e tem a produção de um dos maiores mestres do assunto, Glyn Johns consagrado por trabalhar com artistas como Beatles, Bob Dylan, The Clash, The Who e The Rolling Stones. Ryan já tinha trabalhado com o filho de Glyn, Ethan que produziu seus discos Heartbreaker, Gold e 29. Como destaque o disco traz participações do tecladista Benmont Tench e de Norah Jones.

Ryan Adams - Ashes and Fire


Ouça:• Ashes na Fire • Chains Of Love • Save me

 


Ansiosamente esperado, PLUS é o disco de estreia do talentoso compositor e cantor britânico Ed Sheeran. O disco já nasce famoso pelo single 'The A Team', que explodiu nas paradas e se tornou a estreia mais bem sucedida deste ano. Com apenas vinte anos, Ed conquista cada vez mais publico com seu neo folk com uma temática urbana e a utilização do beatbox, algo incomum no seu estilo. Uma das surpresas sonoras deste ano.

Ed Sheeran – Plus


Ouça: • Drunk • The city • You Need Me, I Don't Need You

 

 


O compositor e cantor Michael Gungor cresceu no Wisconsin, estudou jazz na Universidade, e se dedica a um estilo que ele denomina de “liturgia pós-rock”, seu pai sendo pastor teve grande influência em sua estética musical. Lançando discos desde o inicio dos anos 2000, ele tem como principal parceira a esposa, Lisa. Neste novo trbalho ele celebra "A beleza e a fragilidade da existência", e tem a dura tarefa de suplantar seu super aclamado álbum anterior, Beautiful Things de 2010.

Gungor – Ghosts Upon the Earth


Ouça: • When Death Dies • Church Bells • This Is Not the End

 

 


Em meados de 2005, o grupo Clap Your Hands Say Yeah era apontado como a banda sem gravadora mais importante dos Estados Unidos. Lançaram então de forma independente um disco que foi autoproduzido, autolançado, autopromovido e autodistribuído, dessa forma conquistaram a simpatia virtual e viraram o xodó de uma ampla rede de blogueiros e sites da Internet. Houve tanto interesse na banda que a NPR ( National Public Radio), fez da banda um símbolo das bandas que surgem pela rede. Hysterical o novo trabalho, o primeiro álbum em mais de três anos, é um marco importante na evolução contínua do Clap Your Hands Say Yeah. Nasceu de um processo intenso de colaboração em que as músicas foram construídas, desmontadas e depois reconstruídas de novo; o álbum mostra a banda no seu mais confiante e criativo momento expandindo seus horizontes, habilmente expandindo seu som já característico.

Clap Your Hands Say Yeah – Hysterical


Ouça:• Maniac • In a Motel • Idiot

 

 

 

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Por Roberto Maia às 11h52

28/09/2011

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Faz tempo que o termo “supergrupo” andou sumido do meio musical; misto de fascínio e fracasso, foram poucos os supergrupos que conseguiram fazer uma soma à altura do talento de suas parcelas. Superheavy, banda formada pelo vocalista dos Stones, Mick Jagger, pelo respeitado músico, produtor e fundador dos Eurythmics, Dave Stewart, pela vocalista Joss Stone, pelo filho mais novo de Bob Marley, Damian Marley, e ainda pelo músico indiano A. R. Rahman, considerado um dos mais talentosos compositores da atualidade. Apesar do núcleo da ideia ter nascido para um projeto comercial da Nokia, o intuito se transformou e agora o primeiro disco vem provar que a banda é um excelente veículo de criatividade, com um grande potencial de crescimento e incorporação de novos músicos ao redor do mundo. Tomara!

SuperHeavy – SuperHeavy


Ouça: • One Day One Night • Never Gonna Change • Common Ground

 

 

 


 

Nascido em Nova York, Leslie West é um guitarrista, compositor e cantor responsável por uma das guitarras mais características da história do rock. Impossível conceber a evolução do rock para o hard rock sem pensar em seus riffs. Começou nos anos 60 e ficou famoso pelo seu antológico grupo Mountain. Uma figura chamativa em palco pelo seu tamanho, porém, sua carreira solo nunca se tornou popular e ele entrou para o rol dos famosos “músico para músicos”. Agora, todos comentam que seu novo disco finalmente faz jus ao seu talento seja pela produção, seja pelo repertório ou pela participação de outros guitarristas que apreciam West. Um merecido tributo em um momento em que Leslie atravessa a triste experiência de ter, em junho desse ano, parte de sua perna amputada em decorrência de sua longa luta contra o diabetes.

Leslie West – Unusual Suspects

Ouça: • Legend • Love You Forever • Turn Out The Lights (ft. Slash & Zakk Wylde)

 

 

 


 

Beth Hart é uma das mais poderosas cantoras do blues/rock do cenário atual; frequentemente comparada a Janis Joplin, ela acaba de lançar seu novo disco em parceria com aquele que também é tido como um dos atuais fenômenos da guitarra, Joe Bonamassa. Depois de cruzarem caminhos em turnês e trabalhado juntos na canção "No Love On The Street”, do disco “Dust Bowl” de Bonamassa, tornou-se então evidente para Joe quanto sua guitarra proporcionaria um clima perfeito para os vocais de Hart. Este lançamento traz Beth Hart desnudando seu coração e alma nos vocais e Joe Bonamassa fazendo o mesmo com sua guitarra. A banda convocada para o disco é a mesma que Joe utilizou no seu consagrado disco “The Ballad of John Henry", composta por Anton Fig (bateria e percussão), Blondie Chaplin (guitarra), Carmine Rojas (baixo), e Arlan Scheirbaum (teclados). Entre as canções do disco estão maravilhas como “Sinner's Prayer”, imortalizada por Ray Charles, “Chocolate Jesus” de Tom Waits, achados como “For My Friend” do genial e pouco lembrado Bill Withers ou a clássica canção “I'd Rather Go Blind” em uma versão de tirar o fôlego. Sem dúvida um clássico moderno!

Beth Hart and Joe Bonamassa – Don’t Explain


Ouça: • Sinner's Prayer • Don't Explain • I'd Rather Go Blind

 

 

 


 

Deerhoof é uma banda que nasceu para desafiar o estabelecido no mundo musical. Barulho, melodias doces e experimentalismo é o tema deste quarteto formado em São Franciso, em 1994, por Greg Saunier, Ed Rodriguez, John Dieterich, e Satomi Matsuzaki. Este disco, ao vivo, é o décimo segundo trabalho do grupo.

Deerhoof – 99% Upset Feeling

 

Ouça: • Flower • You Can't Sit Down • Goin' Up The Country

 

 


 

“Um feiticeiro, uma verdadeira estrela”, foi o título do álbum solo de Todd Rundgren, de 1973, mas pode sintetizar bem as contribuições deste artista multifacetado para o “estado da arte” da música pop mundial. Como compositor, desenvolvedor de software, pioneiro de vídeo arte, produtor, engenheiro de gravação e multi-instrumentista, Rundgren teve um impacto permanente sobre a forma e o conteúdo da música popular. “[Re] Production” é a mais recente obra de Todd e como sempre traz uma nova surpresa capaz de confundir os mais ardorosos fãs; o disco visa celebrar algumas das faixas mais memoráveis dos álbuns que ele produziu para outros artistas. Mas quem esperava algo melódico é surpreendido com batidas e arranjos eletrônicos dignos das mais animadas baladas, nas quais conhecimento e tradição musical não se fazem necessários; mais uma vez Todd subverte suas próprias criações. Como produtor de alguns dos maiores artistas do pop de todo mundo, sua lista incluiu Meat Loaf, Badfinger, Grand Funk Railroad, XTC, New York Dolls, The Psychedelic Furs, Patti Smith, Hall & Oates. Todd é considerado um dos produtores musicais mais criativos de todos tempos. E agora definitivamente cada vez mais inesperado.

Todd Rundgren – [Re] Production


Ouça:• Dancing Barefoot • Dera God • Nothing To Loose

 

 

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Por Roberto Maia às 13h30

21/09/2011

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Responsáveis por balançar a imprensa britânica no começo dos anos 2000, como uma das bandas que mostraria os caminhos do som do novo milênio, o grupo Kasabian tinha como proposta a mistura do indie rock com elementos eletrônicos dançantes, lembrando o que bandas de outras décadas fizeram. Outro dado interessante foi uma opção de viverem em uma espécie de comunidade rural, a exemplo dos tempos hippies. Apesar dessas particularidades, da qualidade da banda e do fato de estar na ativa desde 1999, só agora lança seu quarto trabalho: “Velociraptor!”, já tido como um dos melhores discos do ano.

Kasabian – Velociraptor!


Ouça:• Goodbye Kiss • La Fee Verte • Velociraptor!

 

 


 

Diretamente de São Francisco, o duo Girls faz parte do culto ao neo psicodelismo viajante como o dos grupos Spiritualized ou Ariel Pink. Formado por JR White e Christopher Owens, que apesar de nascido na Florida passou boa parte da vida viajando pelo mundo e acabou por virar um músico de rua. Depois de literalmente bater cabeça, Owens se mudou para a Califórnia e ainda sem parar em um projeto fixo acabou conhecendo JR White, uma espécie de alma gêmea estética e musical. Assim nascia o Girls que em 2009, lançou o disco com o singelo nome de “Album”; apesar do nome simples, o disco virou um “cult” imediato e foi escolhido como um dos dez melhores discos do ano por gigantes da mídia musical como Spin, Rolling Stone e Pitchfork. Agora vem o famoso desafio do segundo disco!

Girls – Father, Son, Holy Ghost


Ouça:• Saying I Love You • My Ma • Vomit

 


 

No formato que recentemente ficou comum e já consagrado por nomes como Black Keys e White Stripes, as canadenses do Pack A.D. fazem com bom gosto e qualidade o mix de rock “garagético” e blues elétrico. A dupla é formada pela baterista Maya Miller e pela guitarrista e vocalista Becky Black. A estreia em disco aconteceu em 2008 com Tintype , mas depois de oito meses já lançaram o segundo trabalho: Funeral Mixtape, que deu notoriedade à dupla. Vale a pena conhecer e também ver seus clipes.

Pack A.D. – Unpersons


Ouça:• Lights • 8 • Seasick

 


 

Já classificados como uma sonoridade que une o experimentalismo contido do grupo Modest Mouse e a grandiloquência sonora do Arcade Fire, o “hypado” Grouplove, reuniu os talentos de Hannah Hooper, Christian Zucconi, Sean Gadd, Ryan Rabin e Andrew Wessen neste final dos anos 2000 num improvável encontro na ilha de Creta na Grécia; desse encontro nasceu a promessa de se reverem e darem continuidade ao projeto musical, que convergiu para o estúdio de Ryan Rabin (filho do consagrado compositor e músico Trevor Rabin) onde o projeto se tornou oficial, resultando num EP que levou o nome do grupo e agora neste CD de estreia.

Grouplove –Never Trust A Happy Song


Ouça: • Lovely Cup • Colours • Naked Kids

 


 

Nascida em Los Angeles, Candye Kane leva ao extremo o sentido de performance artística; com um misto de inteligência, sex-appeal e dotes artísticos, ela faz um “blues- jazz-punk-cabaré” que empolga as plateias. Com uma carreira que inclui militância social e até participações em filmes pornôs, a música se tornou seu carro chefe a partir de 1994, quando começou a lançar discos regularmente. Sister Vagabond é seu décimo trabalho.

Candye Kane - Sister Vagabond


Ouça:• I Love to Love You • Love Insurance • Down With The Blues

 

 

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Por Roberto Maia às 18h37

19/09/2011

Depois de revisitar Gershwin, Brian Wilson celebra sua paixão pela animação dos estúdios Disney. Ouça!

 
 

Depois de revisitar Gershwin, Brian Wilson celebra sua paixão pela animação dos estúdios Disney. Ouça!

Depois de homenagear Gershwin com o lançamento “Reimagines Gershwin”, em 2010, o ex-Beach Boys Brian Wilson, volta com o lançamento “In the Key of Disney”, um disco só com canções dos famosos filmes da Disney.

Ao que parece, a cabeça genial, mas imprevisível de Brian está fazendo um repasse no legado do pop cultural americano; é impossível não se emocionar com Gershwin e agora com Disney, mas é inegável que como criador, seus legados se equivalem às contribuições de seus homenageados.

Os Beach Boys são uma lenda americana; segundo a "Billboard", eles são a banda norte-americana que mais vende de todos os tempos, com mais de 100 milhões de álbuns vendidos e 30 sucessos nas paradas, incluindo os primeiros lugares como "I Get Around" (1964), "Help Me, Rhonda" (1965) e "Good Vibrations" (1966). Entre 1962 e 1966, os Beach Boys emplacaram 12 álbuns consecutivos nas paradas; o topo aconteceu em 66, quando Wilson já não fazia mais shows ao vivo com a banda, devido aos seus problemas psicológicos, mas se concentrava como um obstinado em criar algo genial, trabalhando no estúdio como um maníaco, transformando o pop do grupo em algo experimental que resultou no genial "Pet Sounds" (1966), disco que causou inveja aos Beatles e de certa forma mudou o rumo da musica pop.

"In the Key of Disney" sairá comercialmente em outubro e terá músicas de desenhos como “Mary Poppins”, "Branca de Neve", "Dumbo", “A Pequena Sereia”,"Rei Leão" e "Toy Story", todas interpretadas por ele. Algumas músicas já podem ser ouvidas no Facebook.

Em maio passado, o ex-líder dos Beach Boys disse que pretendia se aposentar em um ano. O motivo é o medo de subir ao palco, algo que começou nos anos 60; sua história que já mereceu série e filmes é muito parecida com a de outros ídolos americanos vítimas de um pai severo que exigia uma disciplina espartana em relação ao sucesso no show business; isso pode ter desencadeado as severas complicações psicológicas que afastaram Wilson por anos do palco e até da música. Sua parcial recuperação foi comemorada por fãs e músicos de todo mundo, mas recentemente ele ainda declarou: "Eu estou sempre com medo antes de subir no palco, pois eu não sei como o show vai ser. Conforme eu fico mais velho, vai ficando mais difícil para mim. Mas quando eu estou atrás do teclado, eu consigo fazer." Sorte de seus admiradores, que são muitos.

Ainda houve a promessa de se reunir com o grupo para comemorar os 50 anos, completados neste ano, mas apesar Brian Wilson ter afirmado estar considerando esta comemoração, suas idiossincrasias o levaram a comentar: "Não há nada que me impeça. Só não sei se quero ficar perto desses caras. Eles são loucos", em entrevista à BBC.

A última vez que Wilson trabalhou com a banda foi em 1996, no disco "Stars and Stripes Vol. 1", que ele coproduziu. Mike Love, Al Jardine e Bruce Johnston, integrantes ainda vivos do Beach Boys, eventualmente nunca pararam de fazer shows juntos, mas estão longe de sozinhos terem a mítica de Wilson.

Confiram “In the Key of Disney”


Ouça: 01 – You’ve Got A Friend (from Toy Story) 02 – Bare Necessities (from The Jungle Book) 03 – Baby Mine (from Dumbo) 04 – Kiss the Girl (from The Little Mermaid) 05 – Colors of the Wind (from Pocahontas) 06 – Can You Feel The Love Tonight (from The Lion King) 07 – We Belong Together (from Toy Story 3) 08 – I Just Can’t Wait to Be King (from The Lion King) 09 – Stay Awake (from Mary Poppins) 10 – Heigh-HoWhistle While You Work (from Snow White and the Seven Dwarfs) 11 – When You Wish Upon A Star (from Pinocchio)

Por Roberto Maia às 13h56

13/09/2011

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 
 

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Ouça mais faixas dos lançamentos do programa “Momento Maia -83”; depois, vote no seu preferido!

O novo álbum do Bush, A Sea of Memories, está mergulhado no conceito da necessidade de descobrir de onde eles vieram para saber aonde eles estão indo. "Nós somos a soma de tudo o que fizemos - certo, errado e o que está entre isso", diz o cantor e guitarrista Gavin Rossdale. "Somos todos vítimas e benfeitores, de nosso passado." Bush é uma banda britânica de som americano e que desde seu início alcançou um sucesso meteórico e como todo sucesso, trouxe uma carga de desgaste e controvérsias. O hiato de dez anos serviu, segundo o grupo, para revigorar e trazer um novo caminho criativo; confira!

Bush - The Sea Of Memories


OUça:• The Sound Of Winter • The Heart Of The Matter • All Night Doctors


Com uma proposta de misturar um som retrô dos anos 50 com a pegada do indie rock que surgiu a partir dos anos 80, os americanos do The Drums tiveram uma das mais bem sucedidas estreias do pop atual. O disco de estreia que levava simplesmente o nome da banda foi consagrado por crítica e público. O grupo teve origem quando os amigos Jonathan Pierce e Jacob Graham, depois de um encontro casual, decidiram formar o duo electro-pop, Goat Explosion, na época da adolescência. Depois de desistirem da ideia, foram para outros projetos: Graham formou o grupo indie pop “Horse Shoes” e enquanto isso, Pierce e um outro amigo, Adam Kessler, fundaram um grupo inspirado na new wave, chamado Elkland. Em 2008, Graham e Pierce se reencontraram e desta vez começaram a compor em uma linha menos eletrônica e mais purista. Reconectaram Kessler como segundo guitarrista e o baterista Connor Hanwick, assim estava pronto o The Drums. Kessler largou o grupo no auge da explosão inicial; o grupo continuou e o resultado está neste segundo trabalho.

The Drums – Portamento


Ouça • Book of Revelation • Days • I Need a Doctor


Como uma grande celebração em New York, em um de seus palcos mais respeitados, o encontro de dois mestres, Wynton Marsalis e Eric Clapton, só poderia resultar num show histórico que agora chega às lojas na versão de CD e DVD. Com membros da “Jazz at Lincoln Center Orchestra”, o disco traz dez canções selecionadas por Clapton com arranjos de Marsalis.

Wynton Marsalis and Eric Clapton Play the Blues Live From Jazz At Lincoln Center


Ouça: • Ice Cream • Forty-four • Joe Turner's Blues


Depois de sete álbuns de estúdio, várias colaborações com outros músicos e centenas de dias na estrada durante os últimos 15 anos, o grupo Wilco experimentou algo novo antes de começar a trabalhar em seu oitavo disco, The Whole Love. A banda de Chicago tirou férias, ficando fora dos palcos durante o segundo semestre de 2010; foi a mais longa pausa de turnês que o bandleader Jeff Tweedy teve em uma carreira que remonta mais de 20 anos. "Foi uma autêntica lufada de ar fresco", declarou o “workaholic” musical Tweedy, o cantor, compositor e guitarrista que fundou o grupo em meados dos anos 90. E este oitavo disco reflete isso: novas direções na carreira sempre consagrada da banda; o resultado em termos de crítica tem sido ótimo, como o lançamento de destaque da edição de outubro da respeitadíssima revista “MOJO”.

Wilco –The Whole Love


Ouça: • Dawned On Me • Blck Moon • Born Alone

 


 

“Seeds We Sow” é o sexto álbum solo do lendário compositor e guitarrista do Fleetwood Mac, Lindsey Buckingham, que em 2008 lançou o elogiado “Gift of Screws”. Para um veterano como Lindsey vir num crescendo de inspiração e inovações nesta altura da carreira, que se iniciou nos anos 70, é algo muito raro. Para este novo disco, criou algumas de suas letras mais pessoais e íntimas e investe em sonoridades que sua grande habilidade ainda permite experimentar. O vigor é tanto que muitos apostam agora numa volta do Fleetwood Mac.

Lindsey Buckingham - Seeds We Sow


Ouça: • End of Time • One Take • She Smiled Sweetly

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Por Roberto Maia às 16h21

08/09/2011

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Cantora e compositora, Laura Marling começou a chamar a atenção na cena folk britânica aos 16 anos de idade, graças ao sucesso de uma de suas canções na internet. Com uma voz característica, o domínio do violão e a facilidade de compor, ela provou não ser uma artista de um sucesso só. Além disso, sua vontade de trabalhar, excursionando sem parar, contribuiu para seu nome se espalhar pelo mundo. Seu disco de estreia foi “Alas I Cannot Swim” de 2008, e agora chega às lojas seu terceiro trabalho.

Laura Marling – A Creature I Don’t Know


Ouça: • I Was Just A Card • Salinas • Rest In The Bed


Jonathan Coulton, o músico da geração “geek”, fez sua fama por explorar o máximo da tecnologia e as ferramentas de comunicação modernas. Sua popularidade cresceu ao criar o podcast "Thing A Week", que lançou uma nova música por semana durante um não inteiro. Mostrou uma aptidão em juntar questões filosóficas com bom humor. Enquanto cursava a universidade de Yale, Coulton conheceu e fez amizade com o escritor e comediante John Hodgman, que se tornaria seu colaborador em vários projetos. Depois de formados, os dois se mudaram para Manhattan, onde Coulton encontrou trabalho como engenheiro de software. Ao mesmo tempo, começou a lançar seus discos de forma física. Hodgman, por sua vez, desenvolveu uma série de palestras chamada Books Little Gray, chamando Coulton como diretor musical e executando músicas relacionadas com o tema de cada palestra. Em setembro de 2005, a revista Popular Science foi acompanhada por EP para download de autoria de Coulton, com canções que tinham como temas assuntos científicos; o trabalho era denominado “Our Bodies, Ourselves, Our Cybernetic Arms”. Logo após isso, Jonathan largou seu emprego como engenheiro e decidiu que poderia viver de música.

Jonathan Coulton – Artificial Heart

Ouça: • Glasses • Alone at Home • Still Live


Sempre lembrado por ser o fundador de uma das bandas mais interessantes do rock grupo, o americano “X”, John Doe, é bem mais que isso e pode ser considerado um artista multimídia que faz um pouco de tudo. Durante os anos 90, por intermédio de sua carreira musical solo, John foi fundo em um mergulho nas raízes, direcionando seu som para o country-rock. Seu disco de estreia foi “Meet John Doe” em 1990; em 2009, lançou o aclamado “Country Club” e agora volta com seu nono trabalho.

John Doe - Keeper

Ouça: • Little Tiger • Moonbeam • Sweetheart


O fato de ser uma mulher, iugoslava, tocar e cantar blues por si só já merece atenção, mas Ana Popovic vai além. Pode até não ser o que os puristas do blues preferem, porém, seu som é cheio de energia e pitadas de hard rock. Ganhou uma guitarra na adolescência, pois seu pai era um apaixonado por blues e em 1995 formou sua primeira banda chamada “Hush”. Logo chamou a atenção de muitos bluesmen americanos que sempre estavam pela Europa e conseguiu entrar no circuito e ser contratada pelo selo Ruf, especializado no gênero; em 2002 lançou seu primeiro disco: “Hush!”.

Ana Popovic – Unconditional

Ouça: • Slideshow • Business as usual • Voodoo Woman


Aretha Franklin é um talento musical nato; considerada por muitos a maior cantora viva do mundo pop, teve várias fases e sua extensa carreira pouco precisa provar. Um novo disco, agora, serve apenas para satisfazer seus fãs. Porém, para comemorar seus 50 anos de carreira, lançou este ano seu 38º disco de estúdio: “A Woman Falling out of Love”; foi o primeiro pelo seu próprio selo, mas um acordo de exclusividade com a WalMart fez muitas mídias esquecerem deste lançamento que não foi bem nas paradas e quase sumiu depois de seu lançamento original em maio. Então, vamos dar uma resgatada no trabalho desta diva, que recentemente passou por problemas de saúde, mas agora retornou aos palcos.

Aretha Franklin – A Woman Falling Out Of Love

 

Ouça: • This You Should Know • New Day • Put it Back Together Again


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Por Roberto Maia às 18h52

30/08/2011

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O Sloan é uma das mais consagradas bandas canadenses que surgiu nos anos 90. Um quarteto que nunca se afastou de suas raízes de Power-pop. Lançou discos célebres como: One Chord to Another, em 1996. Agora chegam, com o mesmo pique, ao décimo primeiro disco. Longa vida ao grupo!

Sloan – Double Cross


Ouça:• Unkind • Shadow Of Love • I've Gotta Know

 

 


 

Uma saudável união do grupo The Sunsets com o artista multimídia, Sonny Smith se consolidou em 2007 na região de São Francisco. O resultado foi uma banda que traduziu perfeitamente o espírito pop e psicodélico de Smith. Mais que uma banda ser tornaram agora um grupo onde o sentido do conceitual é levado a fundo. Vale a experimentação.

Sonny and the Sunsets – Hit After Hit


Ouça:• I Wanna Do It • Home And Exile • Girls Beware

 

 


 

Nome promissor do neo-folk, o irlandês Fionn Regan lança agora seu terceiro disco. Seu trabalho faz uma união sutil do blues e folk com pitadas de rock de garagem, por isso fica fácil entender o porquê dele citar quatros nomes que mais o influenciaram: Leadbelly , Woody Guthrie, the Velvet Underground e Nirvana. Vale a pena conhecer.

Fionn Regan – 100 Acres of Sycamore


Ouça: • Dogwood Blossom • List of Distractions • 1st Day of May

 

 


 

O trio nova-iorquino, The London Souls não esconde nem no nome sua paixão pela sonoridade britânica, por isso mesmo gravaram o disco de estreia no lendário estúdio Abbey Road. Desde sua estreia, em 2008, o grupo tem chamado cada vez mais a atenção com seu som que mistura hard rock com psicodelia. Elogiados pela MTV, Rolling Stone, Relix e The Wall Street Journal, eles assumem influências de bandas como o Cream e o Led Zeppelin. Boa novidade!

The London Souls - The London Souls


Ouça: • She´s in Control • Future Life • Stand Up

 


 

Steve se tornou uma lenda da guitarra por ser um dos responsáveis pela sonoridade marcante do selo STAX, um dos mais importantes da história da musica pop americana. Tocou no lendário Booker T & The MGs, e gravou sua guitarra em uma centena de discos. Aqui ele faz uma homenagem ao grupo de R&B e Doo Wop, The 5 Royales. Participam do disco nomes como Lucinda Williams, Bettye LaVette, John Popper, Sharon Jones, e outros.

Steve Cropper- Dedicated - A Salute To The 5 Royales


Ouça:• Thirty Second Lover • Help Me Somebody • I Do

 

 


 

Com um sabor de música mundial, a belga Sela Sue empolga com sua originalidade. Pitadas de blues, reggae e folk interpretadas com uma voz única e de uma maneira simples, mas nada simplista; um conjunto de sutilezas que fazem dela uma rara artista que traz um sabor novo ao pop atual. Depois de alguns singles estreou este ano com um CD completo que leva simplesmente seu nome. Aqui o EP de sua apresentação no badalado iTunes Festival.

Selah Sue – iTunes Festival London EP


Ouça: • Raggamuffin • Mommy • Black Part Love

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Por Roberto Maia às 21h44

24/08/2011

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Muitas vezes citados como uma nova edição da banda inglesa Gang Of Four, os nova-iorquinos do grupo “The Rapture” são considerados um dos mais importantes do revival pós-punk que varreu indie pop durante o início dos anos 2000. Formada em 1998 por Roccoforte Vito (bateria) e Luke Jenner (guitarras, vocais), a banda excursionou intensamente antes de lançar o mini álbum, Mirror, em 1999. O baixista Matt Safer juntou-se oficialmente a banda ao lançarem “Out of the Races and Onto the Tracks”, um EP editado pela Sub Pop, em 2001. Fechando o time, Gabriel Andruzzi entrou para o grupo fazendo a parte de tecados e programação eletrônica. Hoje em dia já consagrados, acabam de lançar o aguardado quinto disco.

The Rapture - In The Grace Of Your Love


Ouça:• Miss You • Blue Bird • Come Back To Me


 

 

Batizados em homenagem a filme “cult”, Drugstore Cowboy do cineasta Gus Van Sant, o grupo Drugstore, assim como o filme, exala uma atmosfera inquieta e poética. Formados em 1993, em Londres, têm a frente à carismática e excelente cantora e compositora, Isabel Monteiro, brasileira radicada na Inglaterra há anos. Ironicamente, Isabel dizia odiar sua própria voz e por isso testou vários vocalistas para seu grupo, depois de nenhum ser aprovado assumiu os vocais e o grupo despontou no underground. Conseguiram chamar a atenção de público e crítica e atraíram fãs famosos como Thom Yorke, do Radiohead. Lançaram o primeiro disco em 1995 e agora depois de dez anos de um hiato fonográfico lançam seu quarto disco, Anatomy.

Drugstore – Anatomy


Ouça:• Sinner's Descent • Aquamarine • Standing Still


 

 

Consagrado ao lado do grupo Suede, que despontou no cenário britânico em 1993, Brett Anderson cativou logo de cara a crítica musical que queria uma figura representativa dos anos 90, a fim de fazer o mesmo papel que Bowie e Morrissey fizeram nas décadas passadas. Nascido em Haywards Heath, Inglaterra, em 29 de setembro de 1967, Anderson foi batizado em homenagem ao personagem Lord Brett Sinclair da série de TV, The Persuaders. Anderson passou grande parte de sua infância se dedicando aos esportes, coisa rara entre músicos, mas sonhava em se tornar uma estrela do rock. Já na adolescência começou a tocar guitarra em bandas de garagem. No final dos anos 80, Brett da cria o grupo Suede com Bernard Butler, Osman e Justine Frischmann, sua namorada. O baterista Simon Gilbert se juntou Suede em 1991, mas Justine deixou o grupo um ano depois para formar a banda Elastica. Muitos analisam que o Suede não conquistou o mundo por surgir na mesma época que o movimento Grunge explodiu em todo o mundo; desta forma a melancolia andrógina e melódica de Anderson ficaram eclipsada pela fúria gutural do som que veio de Seattle. Em 2007 lançou seu primeiro disco solo, e desde então tem lançado elogiados e consistentes novos trabalhos; isso só prova que ele foi o homem certo na época errada!

Brett Anderson – Black Rainbows


Ouça:• The Exiles • This Must Be Where It Ends • Actors


 

 

Apesar de ser um trio de músicos virtuosos, fica difícil não ligar o nome do Primus diretamente ao do baixista Les Claypool. O destaque sempre fica a cargo da poderosa linha de baixo, ou da caricatural narrativa vocal de Lee. Isso não quer dizer que o guitarrista Larry Lalonde ou baterista Tim "Herb" Alexander fiquem em segundo plano, muito pelo contrário. Formado nos anos 80 eles vão alem dos rótulos e poderiam ser encarados como uma espécie de “Frank Zappa” minimalista em forma de trio. Sua música é deliberadamente estranha e experimental, mas a banda foi capaz de transformar a sua estranheza num sabor pop, chegando a tocar alguns hits nas rádios comerciais. Depois de mais dez anos se lançar um álbum completo retornam este ano com: Green Naugahyde.

Primus - Green Naugahyde


Ouça:• Eyes Of The Squirrel • Jilly's On Smack • Moron TV


 

Quando o Pavement, um dos grupos mais aclamado do indie rock mundial, anunciou que iria entrar em pausa no final de 1999, muitos previam que seus criadores Stephen Malkmus e Scott Kannberg viriam com carga total em projetos paralelos. Dito e feito... Depois de participações em alguns projetos, Malkmus lançou pela gravadora Matador seu primeiro e extremamente elogiado disco solo, que simplesmente levou seu nome. Agora chega a vez de seu quinto trabalho, Mirror Traffic.

Stephen Malkmus and the Jicks – Mirror Traffic


Ouça• Tigers • Senator • Forever 28


Misturando hip-hop, o espírito de indie rock e uma atmosfera bluesy o trio nova-iorquino, Fun Lovin' Criminals, formado em 1993, conquistou o gosto popular com hits que ate hoje empolgam. Lançaram ao primeiro disco, Come Find Yourself, em 1996; este disco continha o hit "Scooby Snacks" que alcançou sucesso mundial. Em 1997 excursionaram ao lado do U2 na tour, Popmart, fato que sedimentou a carreira da banda. Na ativa desde então, lançam agora um disco triplo e ao vivo onde repassam toda a carreira.

Fun Lovin’ Criminals – Fun, Live and Criminal


Ouça: • Scooby Snacks • I Love Livin' In The City • Jive

 

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Por Roberto Maia às 21h31

16/08/2011

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 
 

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Há tempos o vocal doce e casual de Maria Taylor chama a atenção no cenário indie pop; de forma mais notável, através do grupo Azure Ray, um duo de estilo “dream-pop” onde teve como parceira Orenda Fink. Nascida em 1976 em Birmingham, Alabama, ela começou sua carreira aos 15 anos como parte do Little Red Rocket, um grupo que chegou a ser comparado as badaladas garotas do Veruca Salt. Depois de lançar discos que chamaram atenção de publico e crítica , o grupo ficou no limbo devido a fusão da gravadora Geffen com a Universal Music Group. O grupo se desfez e Taylor mudou-se para Athens, Geórgia ao lado de Orenda Fink. Uma vez estabelecidas em sua nova casa, as duas se reagruparam com o nome de Azure Ray. Maria lançou seu primeiro disco solo, 11:11, em 2005; agora volta com seu quarto trabalho, Overlook.

Maria Taylor – Overlook


Ouça: • Masterplan • Bad idea? • Idle Mind


Noah and the Whale tornou-se a mais solida revelação do neo folk britânico com o lançamento de “Peaceful, the World Lays Me Down”, seu disco de estreia de 2008. Imediatamente caíram no gosto popular e o single “5 Years Time” explodiu nas paradas. Banda formada nos subúrbios ao sul de Londres, em 2006, também chamou a atenção ao servir como uma plataforma de lançamento para a badaladíssima Laura Marling, que deixou o grupo em 2008, para lançar a sua premiada carreira solo. O Noah and the Whale seguiu em frente procurando mais ainda sua característica sonora; conseguiram manter a fama e o terceiro disco, Last Night On Earth lançado este ano, levou novamente o grupo ao topo das paradas.

Noah and The Whale – iTunes Festival London


Ouça: • Tonight's the Kind of Night • Life Is Life • Give It All Back


A dupla Pepper Rabbit é composta pelos multi-instrumentistas Xander Singh e Luc Laurent. Com um som classificado de pop orquestral o grupo cria de forma original paisagens sonoras, muitas vezes lúdicas, partindo de uma rica variedade de fontes musicais; utilizando instrumentos pouco usuais, arranjos de cordas e sintetizadores analógicos vintage. O grupo se formou após Xander passar vários anos em busca de uma carreira solo, que culminou como o seu disco Whik, em 2006. Durante uma visita a Boston, Singh foi apresentado a Luc Laurent através de um amigo em comum, imediatamente sentiram uma empatia musical e estética. Singh foi para New Orleans gravar um álbum e levou Laurent junto para ajudar no estúdio; em pouco tempo, o que começou como um projeto solo evoluiu para o primeiro álbum do duo, Pepper Rabbit; o resultado foi Beauregard o disco de estreia do grupo, de 2010. O álbum recebeu excelentes críticas entusiasmadas, solidificou a ideia do futuro do grupo. Ao vivo o grupo costuma se apresentar com o auxílio de um terceiro multi-instrumentista, Jonathan Allen, que ajuda a dupla recriar o seu sofisticado som de estúdio no palco. Neste ano grupo acaba de lançar seu segundo trabalho.

Pepper Rabbit – Red Velvet Snow Ball


Ouça: • Allison • The Annexation of Puerto Rico • Tiny Fingers


Mister Heavenly é um trio charmoso e, às vezes, tão complicado de se definir que simplesmente afirmam ser: “... um trio de homens que amam cães ”. Composto pelos veteranos do indie rock: Nick Thorburn (Islands/The Unicorns), Kattner Ryan (Man Man), e Joe Plummer (Modest Mouse). Nasceram pela admiração mútua que cada integrante tinha em relação ao trabalho do outro. Agora finalmente estreiam em disco através de um do mais simbólicos selos do indie americano, Sub-Pop.

Mister Heavenly – Out Of Love


Ouça: • Bronx Sniper • Reggae Pie • Doom Wop


Veterano de um estilo que alguns chamam de Neo-Progressivo, Devin Townsend é um respeitado compositor, multi-instrumentista e produtor que já está na ativa desde os anos 90 . Devin começou a mostrar sua virtuose ainda na adolescência participando de bandas como: Grey Skies, e depois do Noisescapes. Ao mandar um demo para o selo Relativity , Townsend foi convidado para lançar seu trabalho solo e ainda participar da gravação do disco “Sex and Religion” do guitarrista Steve Vai, em 1993. Depois disso sua carreira decolou em vários projetos, direções e estilos. Agora ele apresenta um disco introspectivo em que mostra todo seu lado calmo e reflexivo.

Devin Townsend – Unplugged


Ouça: • Coast • Fall • Kawaii

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Por Roberto Maia às 18h55

09/08/2011

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 
 

Lançamento Nosso de Cada Semana!

 

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Formado em Tokyo, no Japão em 1992, o grupo Boris faz a linha do rock experimental; ficou famoso por combinar e alternar diferentes gêneros musicais, incluindo metal, noise rock, rock psicodélico, ambient e pop. Neste ano já lançou três discos com tendências diversas.

Boris - Attention Please

Ouça:• Hope • Party Boy • You

 


 

Batizado como John Paul Lawler, e agora autodenominado Jon Fratelli é um músico escocês de Glasgow, ficou famoso ao criar a promissora banda The Fratellis, em 2005. Além do badalado grupo que criou, ele tocou com o Codeine Velvet Club, agora lança seu segundo disco solo.

Jon Fratelli - Psycho Jukebox

Ouça:• Santo Domingo • Magic & Mayhem • She's My Shaker

 


 

Nascido Jason Charles Beck,no Canadá em 1972, é mais conhecido como Chilly Gonzales um músico cultuado que concorreu a vários prêmios e atualmente vive na Europa. Ficou conhecido por seus projetos como um neo MC e por seus álbuns na linha electro; também é um pianista, produtor e compositor com conhecimentos de música erudita. Ele colabora regularmente com músicos canadenses como Feist, Peaches e Mocky. Além disso, tocou com Jamie Lidell nos discos Multiply e Compass e com o "Buck 65", no álbum Secret House Against the World. Suas esquisitices incluem que, em maio de 2009, no Théâtre 13 Ciné, em Paris, quebrou o recorde mundial para a mais longa performance de um artista solo,com um tempo total de: 27 horas, 3 minutos e 44 segundos. Sua discografia solo é composta por dez discos.

Chilly Gonzales - The Unspeakable Chilly Gonzales

• Praty In My Mind • Beans • Shut Up and Play The (piano)

 

 


 

Com uma mistura interessante de indie pop e batidas eletrônicas, o Little Dragon é o veicúlo criativo da talentosa Yukimi Nagano uma cantora sueco-japonesa , um dos pilares da chamada eletrônica "downbeat" feita na Europa. Começou a dspontar no cenário underground no inicio dos anso 2000. O little Dragon estreou em disco em 2006 com o single "Test", agora lança o leogiado terceiro disco "Ritual Union".

Little Dragon - Ritual Union

Ouça:• Little Man • Brush the Heat • Shuffle A Dream

 


 

O culto as raízes da música americana como o blues, R & B e a música Cajun,fez Willy DeVille (nascido William Borsey) ter uma sonoridade única,no final dos anos 70, com sua banda Mink DeVille. Um quarto de século mais tarde, DeVille continuou a misturar as tradições musicais a intensidade pós-moderna. Guitarrista autodidata, DeVille encontrou sua inspiração em nomes históricos como John Hammond Jr., Muddy Waters e John Lee Hooker. Determinado a se tornar um músico, ele se mudou para Londres em 1971, na esperança de tocar com uma banda britânica. Frustrado por sua falta de sucesso, ele voltou para os Estados Unidos. Voltando a Nova York, DeVille estava no lugar certo na hora certa e formou o Mink DeVille, se tornou então uma das bandas prediletas do famoso bar CBGB. Em 2009 soube que tinha Hepatite C, depois de outras complicações de suade acabou falecendo em 6 de agosto de 2009.

Willy Deville – Come A Little Bit Closer-The Best Of Willy Deville Live

Ouça:• Venus Of Avenue D • Slave To Love • Cadillac Walk

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Por Roberto Maia às 20h12

04/08/2011

Pérolas do baú da banda errática de Seattle: Screaming Trees; ouça!

 
 

Pérolas do baú da banda errática de Seattle: Screaming Trees; ouça!

Classificados por muitas vezes equivocadamente como mais uma banda do movimento grunge de Seattle, o Screaming Trees foi diferente em muito sentidos. Se o grunge, em geral, perseguia uma mistura do hard do final dos anos 60 com o pré-punk dos anos 70, o Screaming Trees cultuava e reciclava a psicodelia “garagética” sessentista cultuada por uma minoria.

O grupo percorreu diversas nuances ao longo de sua prolífica carreira que começou por volta de 1983 e acabou chegando até as FMs mais comerciais. A carreira do grupo começou em dos mais importantes e históricos selos do “indie” americano, o SST, e passou pela mitológica Sub Pop até acabar no mega selo “Epic”, em 1989, estreando com o excelente disco “Uncle Anesthesia”, em 1991. Teve como núcleo os antigos colegas de escola: Gary Lee Conner na guitarra, Van Conner no baixo e o vocalista Mark Lanegan (tidos como os únicos esquisitões que ouviam um tipo de música independente).

Apesar de ser um dos primeiros grupos do cenário de Seattle e adjacências a assinar como uma “major”, o grupo não ficou conhecido como alguns outros; um comportamento avesso ao de superstars era o tom da banda (eu me lembro de encontrar o baixista e guitarrista da banda, os gorduchos irmãos Conner, atrás de mim, na fila do caixa da loja de CDs “Tower”, em New Orleans, no dia em que a banda ia tocar como uma das atrações principais do festival Lollapalooza). Desta forma, sem qualquer apreço ao estrelato, o grupo foi cumprindo tabela e lançou mais dois discos pela grande gravadora: “Sweet Oblivion”, em 1992 e “Dust”, o derradeiro da banda, em 1996.

Não é preciso dizer quantas pérolas perdidas existem nesta discografia, mas além de tudo isso, surge para deleite dos entusiastas da banda e todas as suas derivações, a carreira do sensacional vocalista da banda, Mark Lanegan.

Agora, uma série de músicas inéditas, gravadas no estúdio do guitarrista Stone Gossard, do Pearl Jam, entre 1998 e 1999, foram mixadas e transformadas em um disco digital (por enquanto) editado pela gravadora do antigo baterista do grupo Barrett Martin.

"Last Words: The Final Recordings” conta com a participação de Peter Buck, do R.E.M., e de Josh Homme, criador do Queens of the Stone Age, que fazia participações como guitarrista nas turnês do Screaming Trees.

O disco serve apenas como uma recordação para fãs, que não cansam de cultuar a banda; nada de revival ou reuniões para turnês promocionais; a banda que sempre foi desencanada durante sua existência, não parece adepta a sentimentalismos, ainda bem...

Screaming Trees – “Last Words: The Final Recordings”


Ouça: 01 – Ash Gray Sunday 02 – Door Into Summer 03 – Revelator 04 – Crawlspace 05 – Black Rose Way 06 – Reflections 07 – Tomorrow Changes 08 – Low Life 09 – Anita Grey 10 – Last Words

 

Por Roberto Maia às 15h34

Sobre o autor

Roberto Maia é jornalista e engenheiro, com especialização em História da Arte e Chief Information Officer. Dedica-se à relação entre comunicação e tecnologia. Atua como jornalista na área cultural há 30 anos. Trabalhou durante 14 anos como Diretor Artístico da Brasil 2000 FM. Foi o representante oficial no Brasil do CMJ (College Media Journal de New York), o maior complexo de música alternativa do mundo.

Sobre o blog

Um blog para ser ouvido e visto. Faz uma filtragem do mundo da música pop sob a ótica de um dos maiores pesquisadores e colecionadores de música do Brasil.

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